“Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” Tiago 4:6 (NVI).
O primeiro passo para o caminho da restauração é admitir a sua impotência. A Bíblia diz que em admitir a minha fraqueza, eu encontro forças. O problema é que esta idéia não é muito popular em nossa cultura, que encara a auto-suficiência como uma virtude. A frase predileta das pessoas é: “Eu sou o dono do meu próprio nariz.” Mas a verdade é que você precisa de outras pessoas e você precisa de Deus. Você é maduro quando é capaz de admitir três coisas em sua vida:1) Você admite que é impotente para lidar com o meu passado. Ele machuca e eu reconheço que ele ainda continua determinando o meu presente. Mas você precisa entender que nem toda a amargura do mundo vai mudá-lo.2) Você admite que é impotente para mudar outras pessoas. Talvez você esteja tentando usar todo tipo de truques para manipular as pessoas, mas já percebeu que eles não funcionam.3) Você admite que é impotente para lidar com os seus hábitos, comportamentos e ações danosas. Boas intenções não são suficientes. Quantas vezes você tem tentado e tem fracassado? Força de vontade não é suficiente. Você precisa de alguma coisa que seja mais do que força de vontade. Você precisa de uma fonte de poder que seja maior do que você. Você precisa de Deus. Deus fez você com a capacidade de depender d´Ele. Graça é o poder que Deus concede a você para que mudanças permanentes possam acontecer em sua vida. A fim de se restaurar das mágoas, maus hábitos e problemas em sua vida, você precisa da graça de Deus. Sabe como você tem acesso à graça de Deus? Se humilhando. Reconhecendo a sua necessidade de Deus. Sabe como é que você se relaciona com Deus, abrindo o seu coração para Jesus entrar. Esta decisão é sua. Ela pertence a você. Sobre sua decisão de quem irá controlar a sua vida, você tem todo o controle. Bob Dylan, em uma de suas músicas, disse que: “Liberdade é escolher quem irá controlar a sua vida.” Deixa Deus controlar a sua.
Neuber Lourenço
segunda-feira, 28 de maio de 2007
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Tudo ter, nada possuir
Paradoxo é uma figura de linguagem que apresenta uma aparente contradição, como por exemplo a famosa expressão “é dando que se recebe” ou a advertência de Jesus afirmando que “ganha a vida quem a perde por amor a ele”.
Reino de Deus é um conceito do cristianismo, semelhante a reino dos céus, e até mesmo céu. O reino de Deus pode ser o ambiente onde a vontade de Deus é feita na terra como no céu, ou também uma qualidade de relacionamento com Deus, onde aquele que participa do reino de Deus não vive mais para si mesmo mas para o próprio Deus, e, finalmente, o status de uma realidade, isto é, o reino de Deus está onde as coisas são exatamente do jeito como Deus quer que sejam.
Experimentar ou participar do reino de Deus, portanto, é viver para Deus e sob o cuidado de Deus, promovendo a vontade de Deus em todos os ambientes de nossa influência, de modo que a realidade vá se tornando cada vez mais como Deus quer que ela seja, até que toda a terra se encha do conhecimento da glória de Deus como as águas cobrem o mar.
Os paradoxos do reino de Deus são que quando passamos a viver para Deus, abrimos mão de tudo quanto temos e somos, e, em vez de ficarmos com nada, ficamos com tudo, pois quem está sob o cuidado de Deus, de nada tem falta, de modo que temos tudo, mas vivemos como se nada tivéssemos, pois quem vive para Deus não está apegado a nada, senão ao próprio Deus.
O discipulado de Jesus Cristo implica ter tudo em Deus, mas viver como se nada tivesse, desapegado de tudo, olhando para tudo que é seu como se seu não fosse, colocando tudo o que tem a serviço dos interesses de Deus, para que em todas as coisas a vontade de Deus prevaleça e o mundo se encaixe nos propósitos de Deus. Assim viviam os cristãos do primeiro século: “da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham”; “os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum... vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade”; “quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”.
O discipulado de Jesus Cristo implica nada ter, mas viver como se tudo tivesse, andando em segurança, pois aquele que tem a Deus, de que mais necessita? Assim ensinam as Sagradas Escrituras: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta”; “Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá: ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente. Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros”; “Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam”; “Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Observem as aves do céu, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?”; “... Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus”.
Ed Rene Kivitz
Reino de Deus é um conceito do cristianismo, semelhante a reino dos céus, e até mesmo céu. O reino de Deus pode ser o ambiente onde a vontade de Deus é feita na terra como no céu, ou também uma qualidade de relacionamento com Deus, onde aquele que participa do reino de Deus não vive mais para si mesmo mas para o próprio Deus, e, finalmente, o status de uma realidade, isto é, o reino de Deus está onde as coisas são exatamente do jeito como Deus quer que sejam.
Experimentar ou participar do reino de Deus, portanto, é viver para Deus e sob o cuidado de Deus, promovendo a vontade de Deus em todos os ambientes de nossa influência, de modo que a realidade vá se tornando cada vez mais como Deus quer que ela seja, até que toda a terra se encha do conhecimento da glória de Deus como as águas cobrem o mar.
Os paradoxos do reino de Deus são que quando passamos a viver para Deus, abrimos mão de tudo quanto temos e somos, e, em vez de ficarmos com nada, ficamos com tudo, pois quem está sob o cuidado de Deus, de nada tem falta, de modo que temos tudo, mas vivemos como se nada tivéssemos, pois quem vive para Deus não está apegado a nada, senão ao próprio Deus.
O discipulado de Jesus Cristo implica ter tudo em Deus, mas viver como se nada tivesse, desapegado de tudo, olhando para tudo que é seu como se seu não fosse, colocando tudo o que tem a serviço dos interesses de Deus, para que em todas as coisas a vontade de Deus prevaleça e o mundo se encaixe nos propósitos de Deus. Assim viviam os cristãos do primeiro século: “da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham”; “os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum... vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade”; “quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”.
O discipulado de Jesus Cristo implica nada ter, mas viver como se tudo tivesse, andando em segurança, pois aquele que tem a Deus, de que mais necessita? Assim ensinam as Sagradas Escrituras: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta”; “Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá: ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente. Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros”; “Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam”; “Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Observem as aves do céu, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?”; “... Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus”.
Ed Rene Kivitz
domingo, 20 de maio de 2007
Levando a Vida
O ser humano não entende ou não quer entender que a vida somente faz sentido quando ela é vivida dentro dos limites estabelecidos por Deus nas Sagradas Escrituras. A Bíblia é o manual mais perfeito que se tem notícia na história da humanidade. Ela foi escrita para trazer a nós os princípios e os valores que Deus planejou para as suas criaturas. Relegar os mandamentos das Escrituras é uma grande erro e em fazendo isso não existe a menor possibilidade de alcançar a felicidade.
Por isso, muitos continuam "levando a vida", levando-a da maneira mais banalizada possível como se não existisse mais nada no mundo que valesse a pena dedicar tempo e energia. As pessoas pensam apenas em si mesmas, em seus próprios prazeres, em conquistar isso ou aquilo. Depois vem o que? Nada satisfaz mais o ser humano moderno. A sua voraciedade é insaciável. Quando tem uma coisa, quer a outra. Quando ganha um dinheiro extra, o mesmo é gasto imediatamente com alguma coisa para trazer alguma felicidade temporária.
A pergunta é até quando? Até quando vamos levar a vida? Até quando vamos teimar e fazer de conta que temos condições de manejar tudo e todas as coisas. Deus nos criou para ele e nós somente seremos felizes com ele e por meio dele. Não faria o menor sentido termos sido criados por Deus e encontramos a felicidade fora dele. Isso seria a maior de todas as contradições.
Volte para Deus e coloque a sua vida nas mãos dele. Não leve a vida. Permita que ele faça isso por você.
Por isso, muitos continuam "levando a vida", levando-a da maneira mais banalizada possível como se não existisse mais nada no mundo que valesse a pena dedicar tempo e energia. As pessoas pensam apenas em si mesmas, em seus próprios prazeres, em conquistar isso ou aquilo. Depois vem o que? Nada satisfaz mais o ser humano moderno. A sua voraciedade é insaciável. Quando tem uma coisa, quer a outra. Quando ganha um dinheiro extra, o mesmo é gasto imediatamente com alguma coisa para trazer alguma felicidade temporária.
A pergunta é até quando? Até quando vamos levar a vida? Até quando vamos teimar e fazer de conta que temos condições de manejar tudo e todas as coisas. Deus nos criou para ele e nós somente seremos felizes com ele e por meio dele. Não faria o menor sentido termos sido criados por Deus e encontramos a felicidade fora dele. Isso seria a maior de todas as contradições.
Volte para Deus e coloque a sua vida nas mãos dele. Não leve a vida. Permita que ele faça isso por você.
Antonio Carlos Barro
quinta-feira, 17 de maio de 2007
QUEBRANDO O SILÊNCIO
O poeta russo Maiakovisky no inicio do século XX,
escreveu:
Um passeio com Maiakovisky"
escreveu:
Um passeio com Maiakovisky"
Na primeira noite eles se aproximam e
colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e,conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta."
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Alguns anos depois em 1933, o pastor Martin Niemöller,
símbolo da resistência nazista também escreveu:
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Alguns anos depois em 1933, o pastor Martin Niemöller,
símbolo da resistência nazista também escreveu:
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar..."
Hoje após mais de cem anos dessa lição,
Muitos ainda encontram-se tão passiveis,
Hoje após mais de cem anos dessa lição,
Muitos ainda encontram-se tão passiveis,
inermes e inertes, reféns dos caprichos da ruína moral
de muitos governantes, que sugam o erário público através
de viabilização e execução de processos ilícitos,
aniquilam as instituições sérias, e deixam aos cidadãos a
falência da dignidade e o direito ao silêncio:
porque a palavra, – instrumento de manifestação e
transformação - há muito se tornou inutilizada.
Urge, sairmos do quarto fechado do nosso egoísmo,
Do nosso mundinho individualista e falarmos
em som audível contra os poderes ilegítimos
que ainda atuam na nossa sociedade minando seus
Valores éticos e disseminando dependência e miséria no
Nosso país.
Pois, como bem resumiu Ed René Kivitz:
a melhor reação, portanto, à crise política nacional
é a insistência no engajamento em todos os níveis
possíveis de participação no processo de construção
de uma sociedade justa, livre e pacífica.
Isto é ser cristão, isto é ser cidadão.
©Francinei da Silva
transformação - há muito se tornou inutilizada.
Urge, sairmos do quarto fechado do nosso egoísmo,
Do nosso mundinho individualista e falarmos
em som audível contra os poderes ilegítimos
que ainda atuam na nossa sociedade minando seus
Valores éticos e disseminando dependência e miséria no
Nosso país.
Pois, como bem resumiu Ed René Kivitz:
a melhor reação, portanto, à crise política nacional
é a insistência no engajamento em todos os níveis
possíveis de participação no processo de construção
de uma sociedade justa, livre e pacífica.
Isto é ser cristão, isto é ser cidadão.
©Francinei da Silva
Olhando Para a Cruz
"e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus" (Colossenses 1:20).
Fonte: Paulo Barbosa
Um avião, quando estava a trezentas milhas de São Francisco, rumando para o Havaí, começou a apresentar problemas no motor. O piloto resolveu retornar. Em menos de uma hora o avião estava sobre São Francisco, mas uma densa névoa tinha coberto toda a área acima da baía. Virando-se para o co-piloto, ele disse: "existe uma montanha ao leste da cidade em cujo topo encontra-se um cemitério onde há uma enorme cruz. Se eu puder achar os braços daquela cruz, conduzirei meu avião com segurança até o aeroporto." Ele voou por cima da névoa e localizou a cruz aterrissando sua nave tranquilamente na pista.
Muitas vezes deparamos com sérios problemas espirituais que causam transtornos ao nosso viver diário. Ficamos sem saber o que fazer para que a situação não se agrave. Nosso desejo é sair o mais rápido possível daquele momento de crise. Continuar da mesma maneira será impossível. Nosso primeiro pensamento é retornar ao ponto de partida para que os problemas sejam sanados.
Após nossa decisão, verificamos que retornar é tão difícil como seguir avante. Muitos obstáculos surgirão diante de nós e o melhor caminho a seguir é o da cruz. O mundo tentará enredar-nos de todas as formas. Mostrará atalhos, acenderá holofotes que nos dirigirão a lugares aprazíveis, nos tentará com todo tipo de ofertas que, a primeira vista, parecerão melhores do que buscar o caminho de Deus, mas precisamos estar alicerçados na fé de que apenas a cruz poderá nos conduzir à paz e à vida abundante e eterna.
Muitas névoas espirituais poderão surgir para que não consigamos encontrar o caminho da salvação, mas não há neblina que possa impedir a visão da cruz de Cristo, nosso Senhor e Salvador, nossa segurança e fonte de amor e felicidade.
Se você enfrenta algum contratempo em sua vida pessoal, levante-se, olhe para o alto, contemple a cruz do Senhor e comece a ser verdadeiramente feliz.
Fonte: Paulo Barbosa
sábado, 5 de maio de 2007
Gloria Dei, vivens homo
O ateísmo é um fenômeno da modernidade. Foi a partir do Iluminismo que se fez a distinção entre fé e ciência, o que resultou no surgimento dos campos religioso e secular. A modernidade exclui Deus como hipótese para explicar o universo e normatizar a vida social. Enquanto a religião explica o mundo com afirmações metafísicas sustentadas pela fé, a secularização se vale do método científico que demonstra os fatos: contra fatos não há argumentos. O que a ciência não pode provar não pode ser imposto como paradigma para a vida em sociedade, é objeto de fé individual e privativa.Copérnico e Galileu iniciaram o processo de desmanche das explicações teológicas do mundo da física. Karl Marx condenou a religião como ópio do povo e instrumento de alienação social. Friedrich Nietzsche denunciou a fé em Deus como impedimento para o desenvolvimento de uma humanidade autêntica. Sigmund Freud afirmou a busca de deus como manifestação de uma recusa à maturidade, uma opção pela infantilidade que insiste em se manter sob os cuidados de um Deus que mais se parece com um pai super-protetor.Todos eles tinham em comum a preocupação de emancipar o ser humano da ignorância científica, a opressão social, a covardia existencial, e a infantilidade psicológica. Suas palavras negaram a Deus, mas sua intenção afirmou Deus com todas as letras. Como Queruga esclarece, o ateísmo da modernidade pode ser compreendido, não como negação do divino, mas afirmação do humano.O tiro moderno saiu pela culatra. A "morte de Deus" matou o homem e esvaziou o universo de sentido: direção e significado. E então surgiu a modernidade líquida (Bauman), quando já se sabe que o humano não se basta, a ciência e a tecnologia não são suficientes, as ideologias carecem de suplemento de alma e a razão não abarca a totalidade da realidade: "á mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia" decretou Shakespeare.Eis a oportunidade de resgate da religião, ou melhor do Cristianismo - o grande condenado no banco dos réus da modernidade. Agora é hora de mostrar que o sonho da modernidade se realiza no Cristianismo adulto. Somente a partir da fé e de relação com a transcendência, além dos limites da razão, o ser humano desenvolve sua plena humanidade. O Cristianismo também quer o surgimento do homem novo, ou como disse Santo Irineu de Lião, no segundo século: Gloria Dei, vivens homo - a glória de Deus é o homem na plenitude de sua vida.
Ed Rene Kivitz
Ed Rene Kivitz
QUEM FOI QUE DISSE?
Quem foi que disse que calçada é colchão
Que viaduto é abrigo e que ponte é teto?
Quem foi que disse que em casa que cabe muita gente
Devem morar só dois ou três
E que em casa que não devia caber ninguém "Sempre cabe mais um"?
Quem foi que disse que pão velho é moeda
Que a gente usa pra comprar sossego e consciência um pouco mais leve?
Quem foi que disse que semáforo é luz colorida de circo
E que faixa de pedestres é picadeiro
Onde o palhaço não tem nenhuma graça
E o sorriso da garotada fica pra outra vez?
Quem foi que disse que riqueza é pra gente ter e não pra gente repartir
Que tesouro é pra gente acumular e não pra gente poder ajudar?
Que uns terem muito e muitos não terem quase nada
É apenas o jeito como as coisas são
Em que uns vivem só pra ter
E outros morrem por nada ter?
Quem foi que disse que a vida deixou de significar
E que a gente pode acabar com ela por nada, quase nada?
Quem foi que disse que matar é um jeito de viver
Que o jeito de matar não importa
E que em terra onde a lei é lenda "Antes ele do que eu"?
Quem foi que disse que um país só tem que decidir o destino de todos os países
E que uma pessoa só pode decidir o que vai acontecer a muitas?
Quem foi que disse que homem pode ser bomba
E que pra evitar a morte de alguns
A gente vai lá e mata um montão antes Só por precaução?
Quem foi que disse que corpo é mercadoria pra alguém se esbaldar
Que prostituição agora é profissão?
Que não tem curso, é a vida que ensina
Mesmo que a menina Que gostaria de ter uma boneca pra brincar
Não tenha pedido pra aprender?
E quem foi que disse que a vida não tem mais jeito
Que tudo tem que ser assim
E que esse mundo é caso sem solução?
Quem foi que disse que não dá pra fazer tudo novo
E que ao invés de todos morrerem
Não pode morrer apenas um?
Quem quer que tenha dito tudo isso está enganado!
Eu sei que não fui eu e nem foi você, certo?
Eu não disse tudo isso, pelo menos não com palavras
Mas se existe mesmo um outro jeito de dizer
Sem usar palavras, mas que fala até mais alto
Então eu me pergunto: será que não fui eu que disse tudo isso?
© 2007 Marcos Mayer
Que viaduto é abrigo e que ponte é teto?
Quem foi que disse que em casa que cabe muita gente
Devem morar só dois ou três
E que em casa que não devia caber ninguém "Sempre cabe mais um"?
Quem foi que disse que pão velho é moeda
Que a gente usa pra comprar sossego e consciência um pouco mais leve?
Quem foi que disse que semáforo é luz colorida de circo
E que faixa de pedestres é picadeiro
Onde o palhaço não tem nenhuma graça
E o sorriso da garotada fica pra outra vez?
Quem foi que disse que riqueza é pra gente ter e não pra gente repartir
Que tesouro é pra gente acumular e não pra gente poder ajudar?
Que uns terem muito e muitos não terem quase nada
É apenas o jeito como as coisas são
Em que uns vivem só pra ter
E outros morrem por nada ter?
Quem foi que disse que a vida deixou de significar
E que a gente pode acabar com ela por nada, quase nada?
Quem foi que disse que matar é um jeito de viver
Que o jeito de matar não importa
E que em terra onde a lei é lenda "Antes ele do que eu"?
Quem foi que disse que um país só tem que decidir o destino de todos os países
E que uma pessoa só pode decidir o que vai acontecer a muitas?
Quem foi que disse que homem pode ser bomba
E que pra evitar a morte de alguns
A gente vai lá e mata um montão antes Só por precaução?
Quem foi que disse que corpo é mercadoria pra alguém se esbaldar
Que prostituição agora é profissão?
Que não tem curso, é a vida que ensina
Mesmo que a menina Que gostaria de ter uma boneca pra brincar
Não tenha pedido pra aprender?
E quem foi que disse que a vida não tem mais jeito
Que tudo tem que ser assim
E que esse mundo é caso sem solução?
Quem foi que disse que não dá pra fazer tudo novo
E que ao invés de todos morrerem
Não pode morrer apenas um?
Quem quer que tenha dito tudo isso está enganado!
Eu sei que não fui eu e nem foi você, certo?
Eu não disse tudo isso, pelo menos não com palavras
Mas se existe mesmo um outro jeito de dizer
Sem usar palavras, mas que fala até mais alto
Então eu me pergunto: será que não fui eu que disse tudo isso?
© 2007 Marcos Mayer
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