"Provei-te na fornalha da aflição." (Is 48:10)
Atentamos para a preposição na. Devemos honrar o Senhor na aflição - naquilo que de fato é uma aflição. Embora tenha havido casos em que Deus não permitiu que seus servos sentissem as chamas, contudo, regra geral, o fogo traz dor.
Mas aí mesmo é que devemos glorificá-lo, pela nossa perfeita fé na sua bondade e amor, que permitiram a vinda de todas essas coisas sobre nós.
E mais do que isso, devemos crer que dessa situação virá alguma coisa mais para o seu louvor, do que viria sem essa dura prova.
Algumas provas só podemos atravessar com uma grande fé; uma fé pequena não agüentaria. Precisamos conhecer a vitória na aflição.
A fidelidade de crente é comprovada no tempo da aflição. Sadraque, Mesaque e Abede-Negro (Dn 3:19), que foram lançados na fornalha ardente saíram como entraram, exceto quanto aos cordões que os amaravam.
Quantas vezes, na fornalha da aflição, Deus nos arranca os cordões! Os corpos daqueles três amigos ficaram ilesos, sua pele nem se chumascou. Nem tampouco seus cabelos ou suas roupas, e nem cheiro de fogo passou sobre eles. E assim é que os que creem no Senhor Jesus devem sair da fornalha da aflição: libertos dos cordões que os amarram e não tocados pelas chamas.
Triunfando deles na cruz. (Cl 2:15)
Esse é o verdadeiro triunfo, triunfar sobre a doença, na doença; triunfar sobre a morte, morrendo; triunfar sobre as circunstâncias adversas, estando nelas. Sim, creia, irmão, há um poder capaz de fazer-nos vitoriosos na luta. Há uma alta posição a ser conquistada, de onde poderemos contemplar as regiões de onde viemos e cantar o nosso cântico de triunfo, e isso, ainda nesta vida. Sendo pobres, podemos levar muitos a nos considerarem ricos, e em nossa pobreza podemos enriquecer a muitos. O nosso triunfo é na circunstância. O triunfo de Cristo foi na sua humilhação. Possivelmente o nosso triunfo também será manifestado naquilo que aos outros parece humilhação.
Há algo de cativante na figura de um cristão cheio de tribulações, e tendo contudo o coração firme e cristalino. Não é verdade que há algo de valor contagiante na visão de alguem grandemente tentado, mas mais do que vencedor? Não é um tônico para o coração, vermos um peregrino, quebrado no corpo, mas conservando o esplendor de uma paciêncianão quebrada? Que testemunho do poder da graça!
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