Rádio Amazongospel.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Traduções contemporâneas dos dez mandamentos

I Não terás outros deuses
Não crerás na existência de outros deuses, senão de Deus.
Não explicarás o universo senão em relação a Deus.
Não terás outro critério de verdade senão Deus.
Não te relacionarás com pseudodivindades, senão com Deus.
Não dependerás de falsos deuses, senão de Deus.
Não terás satisfação em nada que exclua Deus.

II Não farás imagens
Não tratarás como Deus o que não é Deus.
Não compararás Deus com qualquer de suas criaturas.
Não atribuirás poder divino a qualquer das criaturas de Deus.
Não colocarás nenhuma criatura entre ti e o teu Deus.
Não diminuirás Deus para que possas compreendê-lo ou dominá-lo.
Não adorarás qualquer criatura que pretenda representar Deus.

III Não tomarás o nome do teu Deus em vão
Não dissociarás o nome da pessoa de Deus.
Não colocarás palavras na boca de Deus.
Não te esconderás atrás do nome de Deus.
Não usarás o nome de Deus para te justificares.
Não te relacionarás com uma idéia a respeito de Deus, senão com o próprio Deus.
Não semearás dúvidas respeito do caráter e da identidade de Deus.

IV Lembra-te do sábado
Não deixarás de dedicar tempo exclusivamente para Deus.
Não deixarás de prestar atenção em Deus.
Não deixarás de descansar em Deus.
Não derivarás teu valor da tua produtividade.
Não tratarás a vida como tua conquista.
Não deixarás de reconhecer que em tudo dependes de Deus.

V Honra teu pai e tua mãe
Não negarás tua origem.
Não terás vergonha do teu passado.
Não deixarás de fazer as pazes com tua história.
Não destruirás a família.
Não banalizarás a autoridade dos pais em relação aos filhos.
Não deixarás teu pai e tua mãe sem o melhor dos teus cuidados.

VI Não matarás
Não tirarás a vida de alguém.
Não tirarás ninguém da vida.
Não negarás o perdão
Não farás justiça com tuas mãos movidas pelo ódio.
Não banirás ninguém da tua vida.
Não negarás ao outro a oportunidade de existir na tua vida.

VII Não adulterarás
Não farás sexo.
Não farás sexo na imaginação.
Não farás sexo virtual.
Exceto com teu cônjuge.
Não te deixarás dominar pelos teus instintos físicos.
Não terás um coração leviano e infiel.
Não te satisfarás apenas no sexo, mas te realizarás acima de tudo no amor.

VIII Não furtarás
Não vincularás tua satisfação às tuas posses.
Não te deixarás dominar pelo desejo do que não possuis.
Não usurparás a propriedade e o direito alheios.
Não deixarás de praticar a gratidão.
Não construirás uma imagem às custas do que não podes ter.
Não pensarás só em ti mesmo.

IX Não dirás falso testemunho
Não dirás mentiras.
Não dirás meias verdades.
Não acrescentarás nada à verdade.
Não retirarás nada da verdade.
Não destruirás teu próximo com tuas palavras.
Não dirás ter visto o que não vistes.

X Não cobiçarás
Não viverás em função do que não tens.
Não desprezarás o que tens.
Não te colocarás na condição de injustiçado.
Não desdenharás os méritos alheios.
Não duvidarás da equanimidade das dádivas de Deus.
Não viverás para fazer teu o que é do teu próximo, mas do teu próximo o que é teu.
2007 Galilea

Poder e sucesso, justiça e santidade

A nossa esperança e o nosso testemunho não podem ser fundados na fé em Deus-poder ou na divinização de alguma pessoa, grupo social ou instituição. A fé cristã nos apresenta um caminho inverso: ao invés da divinização de um ser humano muito poderoso ou de alguma instituição social (como o mercado) ou religiosa – proposta sedutora de muitas religiões e ideologias sociais –, o Evangelho de Jesus nos propõe um Deus que se esvazia do seu poder divino para entrar na história como escravo, e como escravo se assemelhar ao humano (Filipenses 2.6,7).

Deus se revela no esvaziamento do poder para mostrar que o poder e o sucesso não são sinônimos da justiça e da santidade. Pessoas ou igrejas que se consideram justas e santas porque são ricas e/ou poderosas ou porque têm muito ibope não conhecem a verdade sobre Deus e sobre o ser humano. Não é a riqueza que lhes dá dignidade e justifica a sua existência; a nossa existência está justificada e nós somos dignos antes da riqueza, poder ou sucesso, pois nós somos justificados pela graça de Deus que se esvaziou do poder porque ama gratuitamente a toda a humanidade e a toda a criação. Essa fé e esperança podem ser experienciadas quando perseveramos na nossa opção pelos pobres e por uma Igreja mais servidora do Povo de Deus, mesmo quando a contabilidade de nossa luta e a frustração pessoal nos diz que não há mais por que esperar. No momento em que perseveramos somente porque amamos é que podemos testemunhar esta esperança que é a esperança cristã, que nasce da morte na cruz de um Deus encarnado.
2007 Jung Mo Sung

sábado, 21 de julho de 2007

A diferença do "pelado" e do vestido

Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. João 19:23

Disseram, pois, uns aos outros: Não rasguemos a túnica, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha vestidura lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram estas coisas.
João 19:24


Se pesquisarmos acerca da túnica de Jesus e que era toda tecida de alto a baixo e não tinha costura, encontraremos muita coisa, desde estudos sérios e que visam estabelecer uma relação entre aquele tipo de veste e as de um sacerdote, até aqueles místicos e fetichistas e que estimulam crenças mágicas.

Para mim, de fato, nada disso é importante. As vestes de Jesus têm a importância de seu significado profético, conforme acima citado por João. Ou seja: elas foram sinais simples de algo maior que a Vida — Aquele que morria na Cruz era o Salvador e Sacerdote de Tudo e Todos, assim como era Aquele em Quem, por Quem e para Quem todas as coisas haviam sido criadas. Era o sinal Daquele que veste por inteiro a nudez humana, que no Éden vestira os primeiros humanos, e que veste de alto a baixo sem costura.

Sim! Jesus veste sem costura!

Quando Ele cobre não há remendos e nem costuras a serem feitos; por isso Ele nos veste por inteiro.

Simples e belo.

A túnica também é tecida de alto a baixo. Veste de cima para baixo. Era tecida da cabeça para os pés. Segue a seqüência de como Deus tece as vestes que cobrem por inteiro: de cima para baixo; da cabeça-mente-entedimento até aos pés-comportamento-andar.

“De alto a baixo”, conforme Deus nos veste; pois, nossas vestiduras são feitas em outra dimensão e carregam o sinal da justiça que de cima nos justifica.

A túnica sem costura não foi rasgada. As vestes, porém, foram partidas em quatro partes, conforme a profecia do salmo.

A túnica forrou o chão do jogo!

Até no chão essa túnica forra o que os homens partem, dividem e ainda usam a fim de se divertirem sobre os trapos.

Vestes rasgadas e túnica intacta. As vestes cobriam o corpo e a túnica cobria as vestes.

Os homens rasgaram as vestes, mas a túnica vestiu o chão das banalidades dos executores que buscavam distancia do ato de executar. Eram os mesmos acerca dos quais Jesus diria que não sabiam o que faziam; embora, em sua ignorância, cumprissem a profecia.

Os homens odeiam andar nus, mas amam rasgar e expor a nudez uns dos outros. Assim, rasgam as vestes de Jesus, mas, mesmo assim, preservam a túnica; pois, vestes os homens rasgam dinheiro não; e a túnica valia muito, além de ser bela.

Desse modo é apenas por causa do valor monetário e estético da túnica que ela é preservada. Afinal, não importam quais sejam as motivações humanas, mas, ainda assim, a profecia cumprir-se-á.

“Não rasguemos a túnica, mas lancemos a sorte sobre ela, para vermos de quem ela será” — disseram eles.

Irônico, mas lindo — “... lancemos a sorte sobre ela...”.

Lançam a sorte para ver quem fica com a túnica. Mas a sorte é jogada no “dado” sobre ela.

O que o homem não sabe é que a sua sorte é lançada sobre a túnica mesmo; pois, não fosse essa veste que é sem costura e que veste de alto a baixo, quem entre nós teria qualquer sorte?

Assim, o homem joga o dado-desígnio sem obrigação, por vontade própria; enquanto foge de ver o que faz como profissão de ser; e, mesmo assim, cumpre o desígnio que é a Sorte para ele próprio.

Desse modo tão simples e cheio de belas imagens da vida, ficamos sabendo que Aquele que se fez nudez em nosso lugar é também o único que nos pode vestir; de alto a baixo; do céu para a terra; de Deus para homem. E mais que isto: Ele nos veste com vestes sem costura, sem remendo e sem memória de rasgaduras culposas; pois, em Sua Graça Ele nos veste até do chão para cima, posto que Sua veste forra até os jogos da mais banal e fugidia alienação humana.

Nele, em Quem sou-estou vestido de alto a baixo; e que é o Arrimo de minha sorte,


2007 Caio Fabio

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Rogério era um evangelista que pregava em praça pública. Sempre depois do sermão, ele prometia curar todos os presentes, impondo as mãos sobre os que fossem à frente. Na noite em que o ajudei, uns oitenta responderam ao apelo. Entre eles, uma senhora carregava um menino com graves disfuncionalidades motoras; percebia-se que nascera com alguma Síndrome genética rara.

Rogério, como um pastor pentecostal, compreensivelmente, desejava que milagres acontecessem. Quando vi os rostos ávidos por um socorro celestial, repeti para mim mesmo que eu também seria capaz de ficar a noite inteira de joelhos clamando aos céus, se necessário, para que todos ali fossem curados. E não desgrudei os olhos, um minuto sequer, daquele menino nos braços de sua mãe.

Mas nada aconteceu! As nuvens que escondiam a lua permaneceram imóveis e sequer um fiapo de luz nos alcançou

O menino, como um boneco de pano sem músculos continuava flácido no colo materno. O culto acabou e, com certeza, os dois voltaram tristes para o barraco fétido onde viviam.

Depois que o povo foi embora, continuei ao lado de Rogério, mas tive pena de vê-lo suado de gritar feito um náufrago desesperado pela indiferença do navio que passa.

Ele me olhou, entretanto, com um soslaio triste. Talvez não quisesse encarar-me, pois sabia o que eu pensava sobre o que acabara de acontecer.

Aquela noite marcou-me a ferro. Fiquei devastado. Não consegui sequer indagar onde errávamos. Também, não achei certo confrontar a sinceridade do Rogério, que dava seus primeiros passos como evangelista. Eu não tinha o direito de azedar ainda mais seu insucesso em produzir milagres para a glória de Deus - não lhe faltava integridade.

Passados vinte e cinco anos daquela noite, nunca conversei com ninguém sobre os traumas provocados pela nossa incapacidade de produzir aquele único milagre que poderia ter mudado a miséria de uma criança.
Não sei se Rogério ainda prega em praças. Eu, porém, continuo cuidando de uma igreja. Entre os membros de nossa comunidade temos crianças portadoras de síndromes igualmente complicadas, amputados, idosos com doenças crônicas, surdos (formamos um grupo de surdos e nossos cultos já são traduzidos pela linguagem dos sinais) e deficientes visuais.

Como não consigo varrer para debaixo dos tapetes misteriosos da teologia as respostas que preciso dar a mim mesmo, iniciei uma nova jornada para entender o significado da fé.

Fé já não significa para mim uma força projetada na direção de Deus que o induz a agir. Não entendo que Deus esteja inerte, esperando pela habilidade das mulheres e dos homens de mexerem com seu braço. Inclusive, parei de dizer que fé move o braço de Deus.

Fé já não significa para mim uma senha que escancara as janelas das bênçãos celestiais. Rejeito a noção de que Deus oculte suas maravilhas ou dificulte nosso acesso a elas. Não precisamos nos comportar como crianças que caçam ovos de chocolate na Páscoa. Aliás, considero a expressão “conquistar uma graça” uma contradição tão horrorosa, que me arrepio todas as vezes que a ouço.

Fé significa para mim uma aposta de que os valores, os princípios e as virtudes do Evangelho bastam para que eu enfrente a vida com todas as suas contingências. Vejo que personagens bíblicos não arredondaram a vida, não se anteciparam aos acidentes futuros e nem se blindaram contra as maldades humanas. Igual a eles, não quero viver em redomas.

Fé significa para mim que o Espírito de Cristo dá ganas de olhar para história com coragem para não precisar apelar para o mágico, para o feitiço e para o sobrenatural. Por causa da fé não pedimos para ser poupados da dor. A fé bíblica convoca que andemos nas pegadas de Jesus e não encolhamos diante do patrulhamento religioso, da perseguição e da morte impostos pelos regimes imperialistas.

Fé significa para mim a possibilidade de rebelião contra o status quo porque ele não reflete a vontade de Deus. O sofrimento humano não faz parte de uma Providência remota, as catástrofes não são dores de parto que prenunciam o alvorecer de um futuro glorioso.

O colonialismo que condenou centenas de milhões de negros a horrores indescritíveis, as guerras inúteis que dizimaram jovens ingênuos, os horrores da prostituição infantil, não foram planejados por Deus. Convivemos com um sistema em aberta rebelião contra o Criador e contra ele devemos nos insurgir.

Existe uma fé profética, visceral, que me convoca a gritar NÃO! Ela me deixa irrequieto. Minhas zonas de conforto acenam na minha própria cara, pois vivo atrelado ao sistema pequeno-burguês que legitima a deterioração ambiental; calo diante do capitalismo neoliberal que produz excluídos; acovardo-me diante das ameaças de ser um exilado social.

Já que abandonei o paradigma de uma fé funcional, utilitária, de causa e efeito, quero, tão somente, ter peito para aceitar o risco de viver sem pé de apoio, de viver a liberdade prometida por Cristo e de almejar uma única segurança: saber-me gratuitamente amado de Deus.
2007 Ricardo Gondim

Uma declaração cristã

Meu impulso inicial foi chamar este post de “Resposta a Bento XVI”, mas logo desisti, pois seria atribuir demasiada importância ao pronunciamento do Vaticano. Chamo de “Uma declaração cristã” para ser coerente com o pensamento de que em tempos de pós-modernidade e pluralismo (que alguns confundem com relativismo) não cabem afirmações categóricas. O máximo que um cristão pode fazer é “uma declaração cristã”, pois a declaração cristã sugere a unanimidade entre os cristãos, o que certamente existirá apenas no céu.

O documento "Respostas a Questões Relativas a Alguns Aspectos da Doutrina sobre a Igreja" elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé e ratificado pelo papa Bento 16, afirma que "a única verdade da fé cristã encontra-se na Igreja Católica", cria a ocasião para uma declaração cristã.

Conforme bem advertiu Pierucci:
Não bastassem a arrogância fundamentalista da "Christian America" monoteísta do governo de George W. Bush e a truculência fundamentalista do monoteísmo intransigente dos aiatolás e talebãs, agora vamos ter pela frente, para completar, mais esta espécie do mesmo gênero: o fundamentalismo católico, que afirma o primado cristão da verdade católica no universo multicultural das igrejas cristãs agora declaradas "não-igrejas" ou "igrejas lacunares".[ANTÔNIO FLÁVIO PIERUCCI, Folha de S.Paulo, 17 de julho de 2007]

Rejeitei, portanto, e de imediato o pronunciamento do Vaticano. Primeiramente porque poderia argumentar da legitimidade do protestantismo. Poderia advogar em favor do protestantismo, mas cairia no mesmo erro do Vaticano: reivindicar posse da verdade. Seria também vítima do equívoco que confunde o corpo místico de Cristo com as instituições que pretendem representá-lo na história.

Depois considerei afirmar que a verdade a respeito da fé cristã não se encontra nem no Catolicismo nem no protestantismo, mas nas Escrituras, ou na Bíblia Sagrada, compreendida como a coletânea de textos canônicos: a Lei de Moisés e os Profetas do Velho Testamento e os escritos apostólicos do Novo Testamento. Nesse caso, tanto o catolicismo quanto o protestantismo seriam apenas interpretações das Escrituras. Mas logo percebi que cometeria outro erro, a saber, confundir doutrina com verdade: tanto o catolicismo quanto o protestantismo articulam a fé cristã em termos dogmáticos e doutrinários, nos termos da modernidade com sua razão-mania que pretende fazer caber a verdade cristã em um conjunto de teorias filosófico-teológicas. Além de confundir doutrina com verdade, confundiria a experiência com o Cristo ressurreto com a apropriação intelectual das teorias que pretendem explicá-la.

Indo um pouco mais longe, considerei que a tentativa de estabelecer as Escrituras como lócus da verdade a respeito da fé cristã desconsideraria o fato de que a Bíblia Sagrada é uma realidade tardia à consolidação do cristianismo. De fato, havia no movimento cristão chamado primitivo um conjunto de escritos apostólicos, mas não eram considerados textos canônicos autoritativos como o são pela cristandade contemporânea. O Cânon bíblico é formado no quarto século da era cristã, de modo que já existia cristianismo antes que houvesse o que hoje chamamos Bíblia.

Considerei, então, que a verdade a respeito da fé cristã estivesse no testemunho da Igreja, que nasce no Pentecoste. A proclamação dos primeiros cristãos, os documentos gerados, e as experiências comunitárias seriam continentes da verdade. Mas nesse caso, deixaria o cristianismo e a obra de Cristo à mercê das contingências humanas, o que não me agrada, até porque não é o que leio nas Escrituras Sagradas, o que significa que nem mesmo os primeiros cristãos se compreendiam como protagonistas do movimento de Cristo.Fiquei com a mais conservadora das possibilidades: a única verdade a respeito da fé cristã encontra-se em Cristo. O cristianismo prescinde da Igreja, das Escrituras, do Clero, e de qualquer outra realidade que tenha a mínima cooperação humana para sua existência. A única coisa (perdoe o “coisa”) da qual o cristianismo não prescinde é de Cristo.

O cristianismo é obra do Cristo ressurreto e do Espírito Santo. Não é obra do catolicismo, nem do protestantismo. É Cristo quem edifica sua igreja. É o Espírito Santo quem guia a toda a verdade, sendo que o próprio Cristo é a verdade. É Cristo a verdade e é o Espírito Santo quem aproxima e une Cristo aos que são seus. Cristo está aonde as Escrituras ainda não chegaram. Cristo está aonde Igreja ainda não chegou. Cristo está aonde o testemunho da Igreja ainda não chegou.

Eis uma declaração cristã: "a única verdade da fé cristã encontra-se em Cristo".
2007 Ed Rene Kivitz

terça-feira, 17 de julho de 2007

Os cura d'almas

Lou Marinof escreveu dois livros interessantísssimos: Mais Platão, Menos Prozac, e Pergunte a Platão, ambos publicados pela Editora Record. Seu objetivo é questionar a banalização dos processos de saúde da mente: a busca frenética de psicólogos, psicoterapeutas e psiquiatras,
bem como a falsa crença de que existe um comprimido adequado para cada angústia da alma. Diz ele que "se você está chateado porque tem uma pedra no seu sapato, você não precisa de aconselhamento - precisa tirar a pedra do sapato. Falar sobre a pedra não fará seu pé parar de doer, por mais enfático que seja aquele que o escuta e qualquer que seja a escola terapêutica a que ele ou ela pertença. As pessoas que têm um problema físico devem buscar a ajuda de um clínico ou um psiquiatra. Algumas pessoas talvez não obtenham ajuda de Platão, assim como outras não obtém ajuda do Prozac. Algumas podem precisar antes de Prozac, depois de Platão, ou de Prozac e Platão juntos". Em outras palavras, tem gente que precisa de remédio, tem gente que precisa de conversa, e tem gente que precisa das duas coisas. Como se diz no popular, "de médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco". Nesse caso, assim como o remédio da vovó faz bem mas não cura tudo, o que faz a gente precisar dos médicos e psiquiátras, as conversas com os amigos são imprescindíveis, mas nem sempre suficientes, o que indica a necessidade e importância de conversar com pessoas mais preparadas, no caso os psicoterapeutas e psicólogos. O oposto é verdadeiro, assim como tem muita gente marcando consulta por razões banais que poderiam ser bem resolvidas pela vovó, tem muita gente fazendo terapia e tomando remédio em detrimento de conversas sinceras com amigos, que seriam tão terapêuticas quanto o divã ou o Prozac. Dito isto, que ninguém me acuse de ser contra fazer terapia, procurar um analista ou tomar um remédio contra a depressão ou qualquer outra síndrome que extrapola nossa competência leiga. Chego ao ponto: o aspecto espiritual. Eis algumas questões: qual o lugar da leitura disciplinada e da meditação cuidadosa da Bíblia?; em que momento se deve optar pelo quarto onde as portas se fecham para a oração em vez do consultório médico?; qual a importância das amizades espirituais?; em que medida deve-se buscar o Espírito Santo e seu fruto no espírito humano no lugar de um psicólogo ou um psicoterapeuta?; o que querem dizer expressões como domínio próprio, perseverança, paciência na tribulação, fé e confiança na bondade e amor de Deus?; quão verdadeiras são as promessas de Jesus a respeito de alegria completa e paz que excede o entendimento?; enfim, aqueles que andam com Deus lidam com as sombras da alma, as feridas emocionais, os traumas psíquicos, e as enfermidades do espírito da mesma maneira que os que não sabem o significado de "o Senhor é o meu Pastor e nada me faltará"? O psiquiatra, o psicoterapeuta, o filósofo, os amigos, e o colo da vovó são todos, cada um a seu tempo e do seu modo, igualmente imprescindíveis à saúde psico-emocional-espiritual. Mas nenhum deles substitui a experiência profunda com o amor de Deus, o Pai, a graça maravilhosa de Deus, o Filho, e a comunhão e consolação de Deus, o Espírito.
© 2007 Ed René Kivitz

domingo, 10 de junho de 2007

De onde vem o meu valor?

Quando me sinto inútil e de pouco valor...
Quando estou triste, gemendo de dor...
Quando do amanhã eu tenho pavor...
Quando me comparo com outros e me acho inferior...
Digo a mim mesmo e a todos ao meu redor:
Deus é meu Criador. Ele é quem me dá valor.
Meu valor não é determinado por aparência, força física, inteligência, popularidade, posses, posição social, raça, nacionalidade, comportamento ou realizações.
Fui criado à imagem de Deus, por ele e para ele.
Deus investe em mim e cuida de mim.
Deus me deseja, me ama, e me chama.
Deus, meu Criador, é quem me dá valor.
O pecado me provoca dor e diminui meu valor.
Desobedecendo a Deus, frustro os seus desígnios para minha vida.
Ainda sou precioso para ele, mas deixo de ser útil.
Deixo de cumprir o plano que ele traçou para mim.
Fico distanciado de Deus, perco contato com ele e distorço a visão da pessoa que ele quer que eu seja.
Jesus é meu Salvador.
Ele resgata meu valor.
Deus me ama assim como sou;
me ama demais para deixar-me como estou.
Ele enviou Jesus Cristo, seu amado Filho, para salvar-me, resgatar-me, reabilitar-me, reencaminhar-me e restaurar-me.
Jesus define meu valor pelo preço que pagou: seu sangue e sua vida.
Jesus anda comigo e conserva meu valor.
Aceitei Jesus e ele aceitou a mim.
Entreguei-me a ele, pois ele se entregou por mim.
Estou em Cristo e ele está em mim.
Vivo nele e ele vive em mim.
Confio nele e ele, por incrível que pareça, confia em mim.
Com ele minha vida antiga terminou e uma nova vida começou.
Arrependi-me dos meus pecados.
Ele me perdoou e me transformou!
Jesus não desiste de mim!
É eterno seu amor.
Deus tem um plano para minha vida.
Sei que sua vontade será cumprida.
Posso até desistir de mim mesmo, mas ele não desiste.
Ele me preparou para boas obras, e preparou as obras a realizar.
Ele completará a obra que começou em mim.
Eu completarei a obra que ele confiou a mim.
Jesus acredita no meu futuro.
Com ele estarei sempre seguro.
Nada me separa de seu amor – nem morte, nem vida, nem anjos, nem demônios, nem passado, nem presente, nem futuro, nem força, nem altura, nem profundidade – nada!
Ele nunca me deixará.
Eu nunca o deixarei.
“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.10.)


George R. Foster

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Abrindo a mão

“Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” Tiago 4:6 (NVI).


O primeiro passo para o caminho da restauração é admitir a sua impotência. A Bíblia diz que em admitir a minha fraqueza, eu encontro forças. O problema é que esta idéia não é muito popular em nossa cultura, que encara a auto-suficiência como uma virtude. A frase predileta das pessoas é: “Eu sou o dono do meu próprio nariz.” Mas a verdade é que você precisa de outras pessoas e você precisa de Deus. Você é maduro quando é capaz de admitir três coisas em sua vida:1) Você admite que é impotente para lidar com o meu passado. Ele machuca e eu reconheço que ele ainda continua determinando o meu presente. Mas você precisa entender que nem toda a amargura do mundo vai mudá-lo.2) Você admite que é impotente para mudar outras pessoas. Talvez você esteja tentando usar todo tipo de truques para manipular as pessoas, mas já percebeu que eles não funcionam.3) Você admite que é impotente para lidar com os seus hábitos, comportamentos e ações danosas. Boas intenções não são suficientes. Quantas vezes você tem tentado e tem fracassado? Força de vontade não é suficiente. Você precisa de alguma coisa que seja mais do que força de vontade. Você precisa de uma fonte de poder que seja maior do que você. Você precisa de Deus. Deus fez você com a capacidade de depender d´Ele. Graça é o poder que Deus concede a você para que mudanças permanentes possam acontecer em sua vida. A fim de se restaurar das mágoas, maus hábitos e problemas em sua vida, você precisa da graça de Deus. Sabe como você tem acesso à graça de Deus? Se humilhando. Reconhecendo a sua necessidade de Deus. Sabe como é que você se relaciona com Deus, abrindo o seu coração para Jesus entrar. Esta decisão é sua. Ela pertence a você. Sobre sua decisão de quem irá controlar a sua vida, você tem todo o controle. Bob Dylan, em uma de suas músicas, disse que: “Liberdade é escolher quem irá controlar a sua vida.” Deixa Deus controlar a sua.

Neuber Lourenço

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Tudo ter, nada possuir

Paradoxo é uma figura de linguagem que apresenta uma aparente contradição, como por exemplo a famosa expressão “é dando que se recebe” ou a advertência de Jesus afirmando que “ganha a vida quem a perde por amor a ele”.
Reino de Deus é um conceito do cristianismo, semelhante a reino dos céus, e até mesmo céu. O reino de Deus pode ser o ambiente onde a vontade de Deus é feita na terra como no céu, ou também uma qualidade de relacionamento com Deus, onde aquele que participa do reino de Deus não vive mais para si mesmo mas para o próprio Deus, e, finalmente, o status de uma realidade, isto é, o reino de Deus está onde as coisas são exatamente do jeito como Deus quer que sejam.
Experimentar ou participar do reino de Deus, portanto, é viver para Deus e sob o cuidado de Deus, promovendo a vontade de Deus em todos os ambientes de nossa influência, de modo que a realidade vá se tornando cada vez mais como Deus quer que ela seja, até que toda a terra se encha do conhecimento da glória de Deus como as águas cobrem o mar.
Os paradoxos do reino de Deus são que quando passamos a viver para Deus, abrimos mão de tudo quanto temos e somos, e, em vez de ficarmos com nada, ficamos com tudo, pois quem está sob o cuidado de Deus, de nada tem falta, de modo que temos tudo, mas vivemos como se nada tivéssemos, pois quem vive para Deus não está apegado a nada, senão ao próprio Deus.
O discipulado de Jesus Cristo implica ter tudo em Deus, mas viver como se nada tivesse, desapegado de tudo, olhando para tudo que é seu como se seu não fosse, colocando tudo o que tem a serviço dos interesses de Deus, para que em todas as coisas a vontade de Deus prevaleça e o mundo se encaixe nos propósitos de Deus. Assim viviam os cristãos do primeiro século: “da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham”; “os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum... vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade”; “quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”.
O discipulado de Jesus Cristo implica nada ter, mas viver como se tudo tivesse, andando em segurança, pois aquele que tem a Deus, de que mais necessita? Assim ensinam as Sagradas Escrituras: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta”; “Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá: ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente. Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros”; “Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam”; “Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Observem as aves do céu, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?”; “... Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus”.
Ed Rene Kivitz

domingo, 20 de maio de 2007

Levando a Vida

O ser humano não entende ou não quer entender que a vida somente faz sentido quando ela é vivida dentro dos limites estabelecidos por Deus nas Sagradas Escrituras. A Bíblia é o manual mais perfeito que se tem notícia na história da humanidade. Ela foi escrita para trazer a nós os princípios e os valores que Deus planejou para as suas criaturas. Relegar os mandamentos das Escrituras é uma grande erro e em fazendo isso não existe a menor possibilidade de alcançar a felicidade.
Por isso, muitos continuam "levando a vida", levando-a da maneira mais banalizada possível como se não existisse mais nada no mundo que valesse a pena dedicar tempo e energia. As pessoas pensam apenas em si mesmas, em seus próprios prazeres, em conquistar isso ou aquilo. Depois vem o que? Nada satisfaz mais o ser humano moderno. A sua voraciedade é insaciável. Quando tem uma coisa, quer a outra. Quando ganha um dinheiro extra, o mesmo é gasto imediatamente com alguma coisa para trazer alguma felicidade temporária.
A pergunta é até quando? Até quando vamos levar a vida? Até quando vamos teimar e fazer de conta que temos condições de manejar tudo e todas as coisas. Deus nos criou para ele e nós somente seremos felizes com ele e por meio dele. Não faria o menor sentido termos sido criados por Deus e encontramos a felicidade fora dele. Isso seria a maior de todas as contradições.
Volte para Deus e coloque a sua vida nas mãos dele. Não leve a vida. Permita que ele faça isso por você.

Antonio Carlos Barro

quinta-feira, 17 de maio de 2007

QUEBRANDO O SILÊNCIO

O poeta russo Maiakovisky no inicio do século XX,
escreveu:

Um passeio com Maiakovisky"
Na primeira noite eles se aproximam e
colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e,conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta."
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

Alguns anos depois em 1933, o pastor Martin Niemöller,
símbolo da resistência nazista também escreveu:

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar..."

Hoje após mais de cem anos dessa lição,
Muitos ainda encontram-se tão passiveis,
inermes e inertes, reféns dos caprichos da ruína moral
de muitos governantes, que sugam o erário público através
de viabilização e execução de processos ilícitos,
aniquilam as instituições sérias, e deixam aos cidadãos a
falência da dignidade e o direito ao silêncio:
porque a palavra, – instrumento de manifestação e
transformação - há muito se tornou inutilizada.
Urge, sairmos do quarto fechado do nosso egoísmo,
Do nosso mundinho individualista e falarmos
em som audível contra os poderes ilegítimos
que ainda atuam na nossa sociedade minando seus
Valores éticos e disseminando dependência e miséria no
Nosso país.
Pois, como bem resumiu Ed René Kivitz:
a melhor reação, portanto, à crise política nacional
é a insistência no engajamento em todos os níveis
possíveis de participação no processo de construção
de uma sociedade justa, livre e pacífica.
Isto é ser cristão, isto é ser cidadão.
©Francinei da Silva

Olhando Para a Cruz

"e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus" (Colossenses 1:20).

Um avião, quando estava a trezentas milhas de São Francisco, rumando para o Havaí, começou a apresentar problemas no motor. O piloto resolveu retornar. Em menos de uma hora o avião estava sobre São Francisco, mas uma densa névoa tinha coberto toda a área acima da baía. Virando-se para o co-piloto, ele disse: "existe uma montanha ao leste da cidade em cujo topo encontra-se um cemitério onde há uma enorme cruz. Se eu puder achar os braços daquela cruz, conduzirei meu avião com segurança até o aeroporto." Ele voou por cima da névoa e localizou a cruz aterrissando sua nave tranquilamente na pista.
Muitas vezes deparamos com sérios problemas espirituais que causam transtornos ao nosso viver diário. Ficamos sem saber o que fazer para que a situação não se agrave. Nosso desejo é sair o mais rápido possível daquele momento de crise. Continuar da mesma maneira será impossível. Nosso primeiro pensamento é retornar ao ponto de partida para que os problemas sejam sanados.
Após nossa decisão, verificamos que retornar é tão difícil como seguir avante. Muitos obstáculos surgirão diante de nós e o melhor caminho a seguir é o da cruz. O mundo tentará enredar-nos de todas as formas. Mostrará atalhos, acenderá holofotes que nos dirigirão a lugares aprazíveis, nos tentará com todo tipo de ofertas que, a primeira vista, parecerão melhores do que buscar o caminho de Deus, mas precisamos estar alicerçados na fé de que apenas a cruz poderá nos conduzir à paz e à vida abundante e eterna.
Muitas névoas espirituais poderão surgir para que não consigamos encontrar o caminho da salvação, mas não há neblina que possa impedir a visão da cruz de Cristo, nosso Senhor e Salvador, nossa segurança e fonte de amor e felicidade.
Se você enfrenta algum contratempo em sua vida pessoal, levante-se, olhe para o alto, contemple a cruz do Senhor e comece a ser verdadeiramente feliz.

Fonte: Paulo Barbosa

sábado, 5 de maio de 2007

Gloria Dei, vivens homo

O ateísmo é um fenômeno da modernidade. Foi a partir do Iluminismo que se fez a distinção entre fé e ciência, o que resultou no surgimento dos campos religioso e secular. A modernidade exclui Deus como hipótese para explicar o universo e normatizar a vida social. Enquanto a religião explica o mundo com afirmações metafísicas sustentadas pela fé, a secularização se vale do método científico que demonstra os fatos: contra fatos não há argumentos. O que a ciência não pode provar não pode ser imposto como paradigma para a vida em sociedade, é objeto de fé individual e privativa.Copérnico e Galileu iniciaram o processo de desmanche das explicações teológicas do mundo da física. Karl Marx condenou a religião como ópio do povo e instrumento de alienação social. Friedrich Nietzsche denunciou a fé em Deus como impedimento para o desenvolvimento de uma humanidade autêntica. Sigmund Freud afirmou a busca de deus como manifestação de uma recusa à maturidade, uma opção pela infantilidade que insiste em se manter sob os cuidados de um Deus que mais se parece com um pai super-protetor.Todos eles tinham em comum a preocupação de emancipar o ser humano da ignorância científica, a opressão social, a covardia existencial, e a infantilidade psicológica. Suas palavras negaram a Deus, mas sua intenção afirmou Deus com todas as letras. Como Queruga esclarece, o ateísmo da modernidade pode ser compreendido, não como negação do divino, mas afirmação do humano.O tiro moderno saiu pela culatra. A "morte de Deus" matou o homem e esvaziou o universo de sentido: direção e significado. E então surgiu a modernidade líquida (Bauman), quando já se sabe que o humano não se basta, a ciência e a tecnologia não são suficientes, as ideologias carecem de suplemento de alma e a razão não abarca a totalidade da realidade: "á mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia" decretou Shakespeare.Eis a oportunidade de resgate da religião, ou melhor do Cristianismo - o grande condenado no banco dos réus da modernidade. Agora é hora de mostrar que o sonho da modernidade se realiza no Cristianismo adulto. Somente a partir da fé e de relação com a transcendência, além dos limites da razão, o ser humano desenvolve sua plena humanidade. O Cristianismo também quer o surgimento do homem novo, ou como disse Santo Irineu de Lião, no segundo século: Gloria Dei, vivens homo - a glória de Deus é o homem na plenitude de sua vida.
Ed Rene Kivitz

QUEM FOI QUE DISSE?

Quem foi que disse que calçada é colchão
Que viaduto é abrigo e que ponte é teto?
Quem foi que disse que em casa que cabe muita gente
Devem morar só dois ou três
E que em casa que não devia caber ninguém "Sempre cabe mais um"?
Quem foi que disse que pão velho é moeda
Que a gente usa pra comprar sossego e consciência um pouco mais leve?
Quem foi que disse que semáforo é luz colorida de circo
E que faixa de pedestres é picadeiro
Onde o palhaço não tem nenhuma graça
E o sorriso da garotada fica pra outra vez?
Quem foi que disse que riqueza é pra gente ter e não pra gente repartir
Que tesouro é pra gente acumular e não pra gente poder ajudar?
Que uns terem muito e muitos não terem quase nada
É apenas o jeito como as coisas são
Em que uns vivem só pra ter
E outros morrem por nada ter?
Quem foi que disse que a vida deixou de significar
E que a gente pode acabar com ela por nada, quase nada?
Quem foi que disse que matar é um jeito de viver
Que o jeito de matar não importa
E que em terra onde a lei é lenda "Antes ele do que eu"?
Quem foi que disse que um país só tem que decidir o destino de todos os países
E que uma pessoa só pode decidir o que vai acontecer a muitas?
Quem foi que disse que homem pode ser bomba
E que pra evitar a morte de alguns
A gente vai lá e mata um montão antes Só por precaução?
Quem foi que disse que corpo é mercadoria pra alguém se esbaldar
Que prostituição agora é profissão?
Que não tem curso, é a vida que ensina
Mesmo que a menina Que gostaria de ter uma boneca pra brincar
Não tenha pedido pra aprender?
E quem foi que disse que a vida não tem mais jeito
Que tudo tem que ser assim
E que esse mundo é caso sem solução?
Quem foi que disse que não dá pra fazer tudo novo
E que ao invés de todos morrerem
Não pode morrer apenas um?
Quem quer que tenha dito tudo isso está enganado!
Eu sei que não fui eu e nem foi você, certo?
Eu não disse tudo isso, pelo menos não com palavras
Mas se existe mesmo um outro jeito de dizer
Sem usar palavras, mas que fala até mais alto
Então eu me pergunto: será que não fui eu que disse tudo isso?
© 2007 Marcos Mayer

sábado, 21 de abril de 2007

Precisa-se de Matéria Prima para construir um país.

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada.

Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO.

Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a "ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica.

Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro , apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa.

Esses efeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.

Nascidos aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!! É muito gostoso ser brasileiro.

Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada.

Está muito claro...... Somos nós os que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo; desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?....

sexta-feira, 13 de abril de 2007

FAÇA VALER

Quero que me digam que eu tentei ser direito e caminhar ao lado do próximo.
Quero que vocês possam mencionar o dia em que tentei vestir o mendigo, tentei visitar os que estavam na prisão, tentei amar e servir a humanidade.
Sim , se quiserem dizer algo, digam que eu fui um arauto: um arauto da justiça, um arauto da paz, um arauto do direito.
Todas as outras coisas triviais não têm importância.
Não quero deixar nenhuma fortuna.
Eu só quero deixar uma vida de dedicação!
E isto é tudo o que eu tenho a dizer:
Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante,
Se eu puder animar alguém com uma canção,
Se eu puder mostrar a alguém o caminho certo,
Se eu puder cumprir o meu dever cristão,
Se eu puder levar a salvação para alguém,
Se eu puder divulgar a mensagem que o Senhor deixou......então a minha vida terá valido a pena!
[Martin Luther King Jr.]

sábado, 31 de março de 2007

POR QUE EU EXISTO?


Eclesiastes 1.16-18

Com certeza muitos de nós já paramos para pensar na finalidade da vida. Entretanto, ainda que nós nunca tenhamos analisado esse assunto como filósofos, vivemos de acordo com certas formas de pensamento e nossas atitudes revelam qual é a filosofia que seguimos. Sendo assim, nossas atitudes mostram qual é o nosso pensamento sobre a finalidade da vida.
Por exemplo, se alguém concentra todos os seus esforços nos estudos e tem a meta de alcançar graus cada vez maiores dentro da academia, então a sua filosofia diz que o estudo é a finalidade da sua vida. O mesmo podemos dizer sobre pessoas que se dedicam dessa forma ao trabalho, ao prazer ou às riquezas. Ainda que essas pessoas digam que a finalidade de suas vidas é “conhecer a Deus e se alegrar dEle”, são as suas atitudes que vão revelar se essa finalidade é verdadeira.
Essas são as perguntas que o livro de Eclesiastes busca responder. E ele as responde não teoricamente, mas a partir de experiências. Em cada etapa da vida, ele busca viver de uma maneira e tenta se concentrar em um aspecto da vida, verificando se aquele deve ser o seu objetivo último ou se aquela maneira de viver irá lhe trazer algum proveito ou vantagem.
Eclesiastes 1.16-18 – ele estabelece como finalidade da vida a busca pelo conhecimento, e busca saber o que é a sabedoria, o que é a loucura e o que é a estultícia.
- Sabedoria (acadêmica): saber muitas coisas sobre tudo o que existe: guerra, paz, política, economia, agricultura, veículos, armas, medicina;
- Loucura: o agir daquele que está internado em clínicas psiquiátricas, comportamentos anormais;
- Estultícia: imprudência, inconseqüência em ações, egoísmo, escassez moral e espiritual.
Ao final, ele reconhece que a busca pelo conhecimento não traz proveito. Antes, se alguém tem como finalidade da vida o conhecimento, esse corre atrás do vento, vivendo uma vida fútil e totalmente nula.
Eclasiastes 2.1-10 – ele estabelece como finalidade da vida a busca pelo prazer, e decidiu não se negar de coisa alguma que os seus olhos desejassem. Ele se entregou ao vinho (v.3) como fonte de prazer, além de bebidas, drogas e tudo o mais que pode afetar o sistema nervoso. Ele se entregou ainda ao trabalho (vv.4-6), à busca por riquezas (vv.7-8a) e à satisfação dos sentidos (vv.8b) como fontes de prazer. No entanto, no versículo 11 ele conclui que a busca pelo prazer é perda de tempo, é coisa fútil e absurda.
Se alguém dedicar a sua vida para encontrar essas coisas vai encontrar uma vida vazia, e que no final vai levar somente ao desespero. Nada disso consegue trazer sustentação ou esperança à vida.
No decorrer do livro de Eclesiastes o autor reflete sobre o aprendizado com as experiências, compartilhando conosco conclusões imediatas ao tempo de reflexão. Ao final, ele diz:
Eclesiastes 12.1 – “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles”.
Lembrar significa não apenas uma ação mental, mas também implica em agir em concordância com o pensamento. A finalidade da vida é, portanto, pensar em Deus, estabelece-lo como o alvo da vida e agir para alcançar esse alvo. Enquanto todas as demais buscas resultam em nada, essa busca prepara a pessoa para encontrar-se definitivamente com Deus (Ec 12.7,14).

quinta-feira, 29 de março de 2007

A onda do ficar

É muito comum ouvirmos em uma conversa da garotada a pergunta: “Você já ficou com tal pessoa?”; Mas, o que é ficar? Qualquer adolescente responde: “Ficar é um relacionamento de algumas horas, onde o casal troca carícias, beijos, até saciarem os seus desejos. Depois disso, cada um vai para o seu canto, não havendo mais nada entre eles.” A onda de ficar é aderida pelos jovens e adolescentes, pois na realidade, eles não querem ter responsabilidade em um relacionamento; não querem algo que mexa com o coração, e com as emoções.
Mas com o tempo, principalmente com as moças, ocorre uma certa humilhação de si mesmas, pois “ficam” tanto, que acabam tornando, pessoas vulgares, onde que ninguém lhes dão o devido valor.
Então você pode estar pensando que é melhor só namorar, pois é algo seguro e responsável. Sim, é verdade, mas até o namoro exige limites e cuidados. Nem sempre o namoro é um relacionamento que levará ao casamento. Os namorados estão observando tudo a respeito de sua vida como casal; se há unidade de pensamento, admiração, respeito, amor, atração física, unidade espiritual, maturidade. Caso estejam falhando, o melhor é que o namoro acabe o quanto antes.
Na Bíblia não trata a fundo o assundo namoro, mas em nossa cultura, ele existe e deve ser contextualizado dentro dos princípios bíblicos, ou seja, se o casal observar a sua conduta no relacionamento, saberá sem sombra de dúvidas se está biblicamente correto ou não. Muitas vezes os namorados perguntam até onde podem ir em suas carícias, (mas seria bom se essa perguntam nunca precisasse ser feita por casais de namorados cristãos), a resposta é que o próprio casal tem que saber delinear os seus limites.
O relacionamento ideal é aquele onde o amor é a bandeira e a fidelidade, o princípio básico, e seus olhos são voltados unicamente para o amado(a).

quarta-feira, 28 de março de 2007

Seria possível um cristão sincero participar da política?

Essa é uma questão muito discutida. Alguns dizem que a política é tão "suja" que toda pessoa que se envolve com ela acabará cometendo deslizes morais. Por outro lado, há quem diga que é importante moralizar a vida pública com políticos que tenham princípios de vida cristã. No caso de Daniel, vamos encontrá-lo envolvido na vida política de um dos impérios pagãos mais opressivos da história. Qual foi a atitude de Daniel? Com muita sabedoria e coragem, Daniel não se omitiu nem se corrompeu. Foi uma atitude digna de admiração. Será que teríamos a mesma coragem?
Reflexão:
  • Se todos os cristãos se afastarem da política, o que acontecerá com ela?
  • Qual deve ser a postura de um político cristão? Defender a justiça e a liberdade ou favorecer os "irmãos de fé"?
  • Será que os problemas da sociedade serão facilmente resolvidos se ninguém tiver coragem de envolver-se sem se corromper?
  • Será que a igreja cristã deve envolver-se diretamente na política?

terça-feira, 27 de março de 2007

TRIUNFO NA AFLIÇÃO

"Provei-te na fornalha da aflição." (Is 48:10)
Atentamos para a preposição na. Devemos honrar o Senhor na aflição - naquilo que de fato é uma aflição. Embora tenha havido casos em que Deus não permitiu que seus servos sentissem as chamas, contudo, regra geral, o fogo traz dor.
Mas aí mesmo é que devemos glorificá-lo, pela nossa perfeita fé na sua bondade e amor, que permitiram a vinda de todas essas coisas sobre nós.
E mais do que isso, devemos crer que dessa situação virá alguma coisa mais para o seu louvor, do que viria sem essa dura prova.
Algumas provas só podemos atravessar com uma grande fé; uma fé pequena não agüentaria. Precisamos conhecer a vitória na aflição.
A fidelidade de crente é comprovada no tempo da aflição. Sadraque, Mesaque e Abede-Negro (Dn 3:19), que foram lançados na fornalha ardente saíram como entraram, exceto quanto aos cordões que os amaravam.
Quantas vezes, na fornalha da aflição, Deus nos arranca os cordões! Os corpos daqueles três amigos ficaram ilesos, sua pele nem se chumascou. Nem tampouco seus cabelos ou suas roupas, e nem cheiro de fogo passou sobre eles. E assim é que os que creem no Senhor Jesus devem sair da fornalha da aflição: libertos dos cordões que os amarram e não tocados pelas chamas.
Triunfando deles na cruz. (Cl 2:15)
Esse é o verdadeiro triunfo, triunfar sobre a doença, na doença; triunfar sobre a morte, morrendo; triunfar sobre as circunstâncias adversas, estando nelas. Sim, creia, irmão, há um poder capaz de fazer-nos vitoriosos na luta. Há uma alta posição a ser conquistada, de onde poderemos contemplar as regiões de onde viemos e cantar o nosso cântico de triunfo, e isso, ainda nesta vida. Sendo pobres, podemos levar muitos a nos considerarem ricos, e em nossa pobreza podemos enriquecer a muitos. O nosso triunfo é na circunstância. O triunfo de Cristo foi na sua humilhação. Possivelmente o nosso triunfo também será manifestado naquilo que aos outros parece humilhação.
Há algo de cativante na figura de um cristão cheio de tribulações, e tendo contudo o coração firme e cristalino. Não é verdade que há algo de valor contagiante na visão de alguem grandemente tentado, mas mais do que vencedor? Não é um tônico para o coração, vermos um peregrino, quebrado no corpo, mas conservando o esplendor de uma paciêncianão quebrada? Que testemunho do poder da graça!

domingo, 4 de março de 2007

O REINO DE DEUS

O Reino de Deus, na proclamação de Jesus (Mt 4:17), chega exigindo mudanças. O ser humano como indivíduo e como sociedade tem de mudar, adaptando-se ao Reino. O Reino de Deus é a nova realidade que invade a história. O Reino de Deus, no sonho de Nabucodonosor (Dn 2:44,45), é a pedra que é lançada contra a estátua formada de ouro, prata, bronze, ferro e com pés de barro e ferro misturados. A pedra derruba a estátua, transforma-a em pó que o vento espalha, cresce, virando uma montanha, e alarga-se ocupando toda a terra. A estátua compreende toda a história humana até a chegada do Reino de Deus. Nela está contida toda a tentativa humana para resolver seu próprio dilema sem levar em conta a vontade de Deus. A raça humana faz, basicamente, três perguntas, e sobre elas edifica todo o sistema em que ora vivemos: 1- Quem somos? (de onde viemos, para onde vamos e por que somos estão contidos nessa questão). Para respondê-la inventamos inúmeras religiões e filosofias e continuamos convivendo com a depressão e o suicídio. O Reino responde-a dizendo: somos de Deus e para Ele devemos viver, o que só é possível por meio de Cristo, pela ação do Espírito Santo. 2- O que fazemos com a riqueza gerada no planeta? Para respondê-la temos tentado desde o escambo até a economia moderna. Contudo, continuamos com a fome e a miséria. O Reino responde-a com uma palavra: solidariedade - quem tiver duas túnicas divida com quem não tem, quem tiver comida faça o mesmo (Lc 3.11). 3- O que devemos fazer para vivermos juntos? Para respondê-la temos praticado desde o clã, a mais primitiva das sociedades, até as democracias mais aprimoradas, e continuamos a conviver com a violência e a guerra. O Reino responde-a com outra palavra: fraternidade - trate ao próximo como você gostaria de ser tratado. O Reino de Deus é o novo sistema que vem para destruir o outro, tipificado pela estátua. Por isso o Reino exige adaptação. O Reino é o jeito divino de resolver o problema do homem.
O Reino de Deus, na proclamação de Jesus (Mt 4:17), chega exigindo mudanças. O ser humano como indivíduo e como sociedade tem de mudar, adaptando-se ao Reino. O Reino de Deus é a nova realidade que invade a história. O Reino de Deus, no sonho de Nabucodonosor (Dn 2:44,45), é a pedra que é lançada contra a estátua formada de ouro, prata, bronze, ferro e com pés de barro e ferro misturados. A pedra derruba a estátua, transforma-a em pó que o vento espalha, cresce, virando uma montanha, e alarga-se ocupando toda a terra. A estátua compreende toda a história humana até a chegada do Reino de Deus. Nela está contida toda a tentativa humana para resolver seu próprio dilema sem levar em conta a vontade de Deus. A raça humana faz, basicamente, três perguntas, e sobre elas edifica todo o sistema em que ora vivemos: 1- Quem somos? (de onde viemos, para onde vamos e por que somos estão contidos nessa questão). Para respondê-la inventamos inúmeras religiões e filosofias e continuamos convivendo com a depressão e o suicídio. O Reino responde-a dizendo: somos de Deus e para Ele devemos viver, o que só é possível por meio de Cristo, pela ação do Espírito Santo. 2- O que fazemos com a riqueza gerada no planeta? Para respondê-la temos tentado desde o escambo até a economia moderna. Contudo, continuamos com a fome e a miséria. O Reino responde-a com uma palavra: solidariedade - quem tiver duas túnicas divida com quem não tem, quem tiver comida faça o mesmo (Lc 3.11). 3- O que devemos fazer para vivermos juntos? Para respondê-la temos praticado desde o clã, a mais primitiva das sociedades, até as democracias mais aprimoradas, e continuamos a conviver com a violência e a guerra. O Reino responde-a com outra palavra: fraternidade - trate ao próximo como você gostaria de ser tratado. O Reino de Deus é o novo sistema que vem para destruir o outro, tipificado pela estátua. Por isso o Reino exige adaptação. O Reino é o jeito divino de resolver o problema do homem.
(Pr. Ariovaldo Ramos)